Traficantes do “Bonde de Jesus” estão certos de ida para o paraíso.

Deputado Átila Nunes na CPI da Intolerância Religiosa

Na sessão da CPI realizada na última terça-feira, foi finalmente esclarecida a maior razão porque traficantes – nos chamados “Bonde de Jesus”- expulsam terreiros das comunidades. O relator da CPI, deputado Átila Nunes, disse que os traficantes que ostentam em seus fuzis a expressão “Deus é Fiel” estão convictos de que – mesmo cometendo crimes – serão perdoados e irão viver no paraíso.

Átila Nunes, autor da criação da Decradi, perguntou ao ex-titular da delegacia especializada no combate aos crimes de intolerância, Delegado Gilbert Stivanello, se esse comportamento por parte dos criminosos a serviço de seitas neopentecostais, é realmente decorrente da fé de que serão perdoados, mesmo depois de morrerem. O delegado confirmou esta versão, dizendo que é uma forma deles continuarem na vida criminosa sem carregarem muita culpa.

O delegado Gilbert Stivanello disse ainda que 25% dos casos registrados na Decradi foram relacionados a crimes de intolerância religiosa. Para Átila Nunes, o que mais causa espanto é que esse aumento é justamente nas comunidades mais pobres do Rio de Janeiro, onde mais existem seguidores de igrejas neopentecostais e das religiões afro-brasileiras. “É inimaginável que um criminoso pinte em sua arma a expressão ‘Deus é Fiel’ e saia por aí matando e perseguindo dirigentes de terreiros com a tranquilidade de quem um dia será perdoado, pois irá parar no paraíso, a exemplo dos terroristas muçulmanos”.