Pandemia: Como ficam as oferendas à Iemanjá?

Templo Espiritualista São Judas Tadeu - Pai Daniel/Foto: Henrique Esteves.

Por Alessandro Valentim

A entrega de presentes para Iemanjá é uma tradição de fim de ano nas praias, mas como em 2020 estamos vivendo um ‘’novo normal’’ em razão da pandemia, muitos fiéis estão em dúvida em relação às giras na areia e a possível aglomeração por conta do agrado à mãe das águas salgadas.

 O banho de mar foi liberado com a flexibilização da quarentena e não é incomum nos depararmos com imagens de praias lotadas, ainda mais com o verão batendo à porta e já mostrando para o que vem. Agora, as oferendas são de caráter religioso e vale lembrar que a fé e a saúde caminham lado a lado em situações como a de 2020, já que estamos lutando pelo bem mais precioso, a vida.

 Para a Mãe Mirian de Oyá do Ilê Ti Oyá Delesi, os terreiros devem abrir mão das giras na orla, considerando que eventos festivos foram cancelados no local. Sobre as oferendas, a zeladora concorda com o Pai Daniel do Templo Espiritualista São Judas Tadeu e Mãe Liliane da Tenda de Seu Pena Branca, que acreditam ser necessário organizar o ritual com o exercício das regras de ouro, ou seja, não aglomerar e garantir a higienização e o uso das máscaras.

 Nem todo terreiro terá que adaptar o agrado, já que as tradições têm suas exceções. O Centro Espírita Umbandista Caboclo Rompe Mato e Vovó Maria Conga costuma realizar as entregas das oferendas internamente, desde a abertura da casa. Para a dirigente do templo, Mãe Olívia da Oxum, as entidades recebem e aceitam o preparo com o mesmo carinho, independente de onde foi entregue.

 A médica Marcielle Galvão deu orientações para médiuns e fiéis que se propuserem a entregar oferendas à Iemanjá na praia.

  • Higienização das mãos com água, sabão e álcool 70% em gel antes e depois de cada atividade;
  • Usar obrigatoriamente a máscara a todo o momento;
  • Manter distanciamento de 2m por pessoa;
  • Evitar contato físico;
  • Se possível, dividir os médiuns em grupo, dias ou horários;
  • Evitar levar pessoas do grupo de risco;
  • Não levar pessoas com sintomas, ainda que sejam leves;
  • Se possível, levar as oferendas já prontas e montadas.