Mãe de Santo denuncia intolerância religiosa em aplicativos de corrida

Foto reprodução.

Por Alessandro Valentim

Os médiuns do Templo de Umbanda Tsara Paixão Cigana têm enfrentado dificuldade na busca por motoristas de aplicativo. Mãe Manu da Oxum relatou que quando descobrem que o ponto de partida ou chegada é a porta do seu terreiro, as corridas são canceladas ou os passageiros são deixados no meio do caminho.

Um casal membro da casa, localizada à Praia da Brisa, Guaratiba – RJ, chegou a viajar com o motorista até a Av. Das Américas, onde foi expulsa do carro. O condutor teria alegado que só aceitou a corrida por medo de sofrer ataques, mas que se recusava a transportar ‘’macumbeiro’’ em seu veículo.

A dirigente demonstrou preocupação com o tempo de espera e já organizou os horários das sessões pensando na volta para casa do corpo mediúnico e assistência.  “Já recebi prints de motoristas que disseram não buscar ninguém no meu local. Outro disse que o Deus dele não permitia levar meus filhos. Os médiuns sofrem muito com isso”, comenta Mãe Manu.

Recentemente, o Pai de Santo Rafael da Silva foi expulso de uma corrida com duas filhas de santo por estarem com vestimentas do Candomblé. A orientação para o caso foi procurar a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, a DECRADI.