Rio de Janeiro dispara em denúncias contra intolerância religiosa

Solenidade aos umbandistas e candomblecistas na Câmara Municipal do Rio de Janeiro/Foto: Henrique Esteves

Por Alessandro Valentim

Em 2019 foram registrados 132 atos de violência motivados por intolerância religiosa no Rio de Janeiro. Os dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos humanos inclui templos religiosos vandalizados, líderes religiosos e fiéis ameaçados entre outras denúncias, sendo todas na grande maioria voltadas para as religiões de matriz africana.

Na Zona Norte, as comunidades Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-Pau formam o chamado ‘’Complexo de Israel’’, criado por traficantes evangélicos que exibem a estrela de Davi e a bandeira do Estado de Israel, proibindo os cultos de umbanda e candomblé, fechando terreiros e ameaçando os adeptos. A facção está sendo investigada pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos por Intolerância, a DECRADI.

Uma pesquisa da UFRJ de 2017 mostrou que entre os anos de 2012 e 2015, foram registradas 1.014 denúncias de intolerância religiosa, sendo 71%  contra religiões afro-brasileiras. Para ajudar no combate à discriminação, o Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos humanos promove eventos culturais com a presença de líderes religiosos, palestras educativas e cobra das autoridades a resolução das denúncias.

Intolerância religiosa é crime e você pode denunciar no Disque 100 ou na Delegacia especializada, a DECRADI, pelo telefone: (21) 2333-3509.