Papo e Bênção! Mãe Tatiane exalta a importância das terapias

Mãe Tatiane/FOTO: Retirada do Facebook da dirigente.

Por Alessandro Valentim

O Templo Espiritualista Estrela Polar conta com a sabedoria de sua dirigente, Mãe Tatiane.
A Zeladora dividiu conosco sua história na religião e sua visão sobre os tratamentos
terapêuticos na umbanda. Confira!

NT: Qual a importância das terapias para a Umbanda?
-Considero o processo terapêutico uma ferramenta de extrema importância para o
autoconhecimento do indivíduo. Ao levar isso para o nosso culto existe a grande
possibilidade de ampliação da consciência do médium que poderá resolver questões que
não sejam de cunho espiritual.

NT: Como você percebe que uma questão espiritual pode ser resolvida com as técnicas
terapêuticas?
-Muitas questões espirituais podem ser resolvidas com terapia, desde que haja uma
congruência entre a técnica terapêutica e a vontade do indivíduo de estabelecer essa cura,
porém não se pode negar a necessidade de compreender aquilo que a Espiritualidade
Maior comunica. Em muitas ocasiões nossa mente está tão tomada de problemas e a
energia está tão baixa que não podemos deixar de aceitar o cuidado emergencial que os
Guias nos trazem com seus trabalhos.

NT: Qual o principal foco da sua casa?
-Hoje o foco da casa está direcionado na ampliação de consciência do indivíduo como um
ser atuante dentro processo evolutivo do plano espiritual aqui na Terra. Normalmente
esperamos receber as bênçãos dos Guias, Mentores e Orixás sem que haja a consciência
de que precisamos melhorar enquanto seres encarnados. Nosso trabalho será Guia e
Médium/assistência atuando em conjunto para um fortalecimento de ambas as partes.

Mãe Tatiane/FOTO: Retirada do Facebook da dirigente.

NT: Como se tornou uma zeladora?
-Iniciei aos 24 numa Tsara Cigana e aproximadamente um ano depois já fazia parte do corpo mediúnico do Grupo Espírita Viva Jesus. Por uma busca de compreensão da minha vida espiritual decidi me dedicar ao candomblé, onde fui iniciada em 2008, deixei tudo em 2010 e retornei ao primeiro terreiro, onde passei a desenvolver muitos trabalhos e recebi o cargo de zeladora junto com o zelador que ainda responde pela casa. Poucos anos depois decidi seguir meu caminho na casa que hoje temos.

NT: Para você, o que significa levar a bandeira de Oxalá para o mundo?
-É praticar o amor através da empatia. Quando nos colocamos verdadeiramente no lugar do outro conseguimos sentir sua dor, deixamos de julgar e passamos a perceber o que de fato acontece sem levar as coisas para o lado pessoal. Oxalá é o mais puro amor e devemos observar se de fato praticamos esse amor que transforma na prática diária.

NT: Qual a maior prova de força que um guia já te deu?
-Perdi meu pai de câncer logo que iniciei meu caminho espiritual na Tsara cigana, nesta
ocasião eu já era amparada pelo Cigano Boris, guia do meu marido. Jamais vou esquecer a
dor que passei quando eu precisei tomar uma decisão muito séria em minha vida e o Boris
não me respondia, não se fazia presente. Quando eu já havia resolvido tudo ele veio e eu
questionei sua ausência e ele me disse: Eu nunca deixei de estar a seu lado, mas não sou
seu pai.

NT: O que a Tatiane ensinou para a Mãe Tatiane e o que a Mãe Tatiane ensinou para a
Tatiane?
-A Tatiane ensinou a Mãe Tatiane não desistir diante dos desafios sem antes tentar, que a
empatia é algo extremamente necessária na vida e precisa ser praticada. A Mãe Tatiane me
ensinou que “mãe de santo” orienta o filho dentro da caminhada espiritual e que nem
sempre será possível atender as expectativas de todos. É preciso equilíbrio sempre e a
busca por ele é algo constante.