Terreiros praticam sua fé em casa

Tenda Umbandista Irmãos de Fé / Foto: Henrique Esteves
Por Alessandro Valentim
 Com a quarentena, os templos tiveram que se adaptar ao isolamento social
 O novo coronavírus, COVID-19, está sendo responsável por uma mudança histórica na vida da população. Hábitos higiênicos e quarentena são as principais recomendações dos órgãos responsáveis. Dentre essas mudanças, os templos de matrizes africanas tiveram que achar uma maneira de estarem conectados à religião de casa.
 Estudos e rezas são as maneiras mais comuns entre os praticantes. Estar em casa não parece empecilho para os adeptos que reforçam a importância dos cuidados nas redes sociais. Para Vanessa Vieira, médium umbandista da Tenda Espírita Caboclo Arruda (TECA), praticar a Umbanda, em casa, é dar continuidade ao que se aprende no terreiro. Ajudar os mais velhos e pessoas do grupo de risco é seguir o princípio da caridade e ficar ao lado da família, cuidando uns dos outros, seriam valores da espiritualidade. 
 Para os dirigentes, o auxílio das redes sociais tem sido solução para orientarem os membros de suas casas. Na Tenda Espírita Caboclo Tupi (TECT), o dirigente Gabriel Sodré criou um grupo de estudos no WhatsApp para tirar dúvidas dos médiuns, ensinar rezas e sobra tempo até para cantar pontos da religião. “Sigo acendendo velas, copo de água, ensinando que eles tenham concentração para enfrentarmos essa onda de negatividade que está assombrando nosso planeta,” completa. 
 Embora o presidente da república, Jair Bolsonaro, tenha assinado um decreto que inclui as atividades religiosas na lista de serviços essenciais, o senso comum entre os dirigentes é que as atividades continuem suspensas até a normalização da pandemia. O presidente da frente parlamentar contra a intolerância e vereador Átila A. Nunes publicou um vídeo nas redes sociais ressaltando a importância de ficar em casa e evitar aglomerações. Os seguidores se manifestaram em apoio à permanência da quarentena e concordaram com a posição do vereador.