Mapa da intolerância religiosa aponta crescimento no Rio e região da Baixada Fluminense

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Uma denúncia de intolerância religiosa é registrada a cada 17 horas no Brasil. O dado é do Ministério dos Direitos Humanos que ainda mostra um cenário alarmante no Rio de Janeiro: o estado, sozinho, reúne 12% desse total.

Entre 2011 e 2018, foram computadas 244 denúncias e em 54% delas, as vítimas são ligadas às religiões de matriz africana como a Umbanda e o Candomblé.

A violência provocada pela intolerância muitas vezes supera a resistência e, somente até setembro de 2019, 176 terreiros fecharam as portas. O quadro acontece após ataques ou ameaças de traficantes, no Rio.

Combate à Intolerância Religiosa

De acordo com o órgão responsável pelo índice, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, o avanço é nítido quando comparado ao ano passado, já que foram feitas menos de 100 denúncias.

De acordo com a comissão, o número pode ser muito maior. Isso se considerar que, em muitos casos, os boletins de ocorrência não são realizados, justamente em decorrência do risco de vida imposto pelos intolerantes.

Já a Secretaria de Estado de Polícia Civil, aponta 77 casos de racismo, inclusive religioso, a partir de 2011. Sendo a Decradi, a Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, o órgão que está à frente deste tipo de informações. A delegacia especializada, foi implantada no Rio de Janeiro, há um ano, após a lei de autoria do então deputado Átila Nunes. 

Dados da Polícia Civil sobre a intolerância

Um mapa da violência divulgado pela Sepol, a Secretaria de Estado de Polícia Civil, mostra que, em 2019, foram 24 casos registrados dentro dos terreiros, sendo 54% deles em Parque Paulista, na cidade de Duque de Caxias, na Região Metropolitana.

Mapa da intolerância religiosa. Fonte: Sepol

Fonte: https://infograficos.epoca.globo.com/