Pastor evangélico que nega intolerância ao usar a expressão “Macumbeiro”, é o quê?

O deputado Marco Feliciano, dublê de pastor, negou que existam traficantes evangélicos no Rio de Janeiro e criticou a reportagem do jornal Estado de São Paulo sobre intolerância religiosa.

A matéria afirma que a vertente de uma facção criminosa, composta por traficantes evangélicos, está destruindo terreiros de Umbanda e Candomblé na Baixada Fluminense. De acordo com a publicação, cerca de 200 terreiros estariam sob ameaça.

O pastor deputado, contudo, ao rotular os umbandistas e candomblecistas como “macumbeiros”, usa a mesma expressão pejorativa, usada pelos próprios intolerantes religiosos. Isso equivale a chamar os evangélicos de “crentes” ou católicos, de “carolas”.

Ele acusa o jornal de ser “parcial”. “Parcial”, Feliciano? “Parcial” porque o jornal abordou o assunto? Não satisfeito, ele disse: “prego a palavra há quase 30 anos, sou pastor há mais de 20, e tem muitas histórias de perseguições às igrejas evangélicas em comunidades, feitas por bandidos macumbeiros”.

“Macumbeiros”, pastor deputado? Fico imaginando se não pregasse a palavra de Deus…Em tempo, Feliciano: e os fuzis com as inscrições ‘Deus é fiel’, que foram apreendidos? Faz parte da “parcialidade” do jornal também?