Oxumaré: a serpente da renovação

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Fertilidade, amor, continuidade, permanência, prosperidade riqueza e fortuna. As características são associadas ao Orixá Oxumaré, que é comemorado na Umbanda, neste dia 24 de agosto.

Também chamado de Bessém, o filho de Nanã, apesar de ser um orixá masculino e passar seis meses na forma de uma serpente, nos meses restantes do ano, se torna uma ninfa do arco-íris.

A personalidade dupla faz com que toda confecção relacionada ao orixá seja feita em pares, como as contas, pulseiras, colares e outras peças.

Os filhos estão em constantes mudanças, em virtude de a divindade reger a multiplicidade e múltiplos destinos. Além disso, são pessoas consideradas como tranquilas e determinadas em seus caminhos e, geralmente, não desistem dos seus sonhos.  Quando precisam, por exemplo, realizar grandes negócios, como os relacionados aos imóveis ou bens materiais, recorrem a Oxumaré.

Conhecido como o “banqueiro dos orixás”, ele é atrelado à facilidade de pechinchar, comprar e vender. As pessoas de Oxumarê têm temperamento, mas quando estão com raiva, carregam o outro lado dele que são ações mais negativas, por isso, o orixá é representado por uma cobra/serpente.

Elementos

Além do céu e terra, Oxumarê tem símbolos característicos como o ebiri e o círculo; as conta e guias, brajá e lagdigbá; as cores amarelo e verde; a comida de batata-doce amassada e banana-figo frita em azeite doce; o dia de terça-feira e a saudação: Arroboboi Oxumarê!

Sincretismo Religioso

Para a Igreja Católica ele representa São Bartolomeu que, segundo a história, teria pregado o cristianismo na Índia e tem a sua imagem desenhada na Capela Sistina, no Vaticano, segurando a própria pele e um instrumento de suplício. O santo teria morrido por esfolamento.