Átila A. Nunes reconhece os 70 anos de dedicação ao Candomblé, do Ogan Bangbala, através do Título de Cidadão honorário

Foto: Renan Olaz/ CMRJ

As 7 décadas de defesa e propagação da religião de matriz africana, pelo comendador Luiz Ângelo da Silva, foram reconhecidas ontem, diante do salão nobre, lotado, da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

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A honraria entregue ao homenageado conhecido como Ogan Bangbala, veio das mãos do vereador Átila Alexandre Nunes, durante a sessão solene marcada pela história de luta, reafirmação da fé e muita emoção do mais antigo Ogan de Candomblé vivo no Brasil.

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Bangbala, que completou 100 anos no último dia 21, tem o registro de nascimento em Salvador, na Bahia, mas vive em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Fluente no yorubá, ele já transmitiu suas canções de Candomblé, através da gravação de mais de 30 CDs e é procurando por casas de religião de todo o país para compartilhar o seu conhecimento sobre o ritual fúnebre, chamado de Axexê.

O Ogan que também ministra oficinas de percussão e canto para jovens, ainda produz, dentro da sua própria casa, instrumentos musicais como xequerês e atabaques, que são usados nos rituais do axé.

Essa não foi a primeira vez que Ogan Bangbala teve a sua atuação reconhecida, a última condecoração foi o Prêmio de Cultura Afro-fluminense, pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, mas também foi lembrado em 2012 com uma Moção da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e dois anos depois recebeu o grau de Comendador pelo Ministério da Cultura, no Palácio do Planalto.

Foto: Renan Olaz/ CMRJ

Para o vereador Átila Alexandre Nunes, a contribuição do Ogan é imensurável e ao entregar o título reforçou, “muito obrigado por tudo o que o senhor fez pela nossa religião”. Na sequência, Bangbala ainda foi agraciado com um vídeo de 9 minutos sobre a sua história e o hino do Esporte Clube Vasco da Gama, o time considerado do coração do Ogan que agradeceu pelas homenagens e garantiu, “é disso que precisamos, a religião precisa ser representada, precisamos nos defender”.

 

Entrega de Moções

A noite especial ainda destacou e homenageou, 12 templos religiosos engajados na difusão do Candomblé, com moções de aplausos: Ilê Xango e Omolu, Associação Filhos de Ajagunmalê, Ilê São João e São Lázaro, Kupapa Unsaba, Ilê Omolu e Oxum, Ilê Obá Ganjú, Ilê Axé Iya Omin, Ilê Nide, Casa Nossa Senhora das Candeias Ya Naso Oka, Ile Omi Ojuaro, Axé Ile Yamin e Ilê Asé Osumare Iba Salo Tola/Axe Sangrilá.

Foto: Renan Olaz/ CMRJ

 

Além do Ogan Bangbala, completaram a mesa; Edison Neri dos Santos, Ogan Edinho; Sandro Barcellos, o Babalawo Sandro Fatorerá e Maria Eni Souza Moreira, a Makota Arrungindala. Eles e os convidados presentes puderam acompanhar a apresentação de Alojá com os Ogans no atabaque, além dos mestres de capoeira que conduziram seus berimbaus.

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