MPF em São João de Meriti abre inquérito para investigar ordem de fechamento de terreiros no RJ

Foto: reprodução internet

Cerca de 100 casas de candomblé e Umbanda receberam ameaças do tráfico de drogas e ordens de fechamento das portas, em todo o estado do Rio de Janeiro.

A estimativa é da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa que detalhou as áreas mais afetadas pelos casos, neste ano: 35 somente na baixada, sendo 20 em Duque de Caxias e 15 em Nova Iguaçu; no Norte foram 25, 10 em São Gonçalo e 15 em Campos; além de outros 40 terreiros de religiões de matriz africana, espalhados pelo Rio.

Apesar da maior parte das denúncias estarem concentradas na região da baixada, na área metropolitana, existe uma preocupação com os terreiros localizados na Zona Norte, na altura de Colégio e Irajá.

Com a abertura do inquérito civil para investigar os casos de intolerância religiosa, o Ministério Público Federal em São João de Meriti, órgão responsável pelo perímetro da Baixada, vai levar a situação para o Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério Público do Estado.

Com o aumento das ordens de fechamento aos terreiros, o povo de santo vem sendo impedido de exercer a fé e a religião e, sem os barracões, fica proibido também tocar o candomblé e a Umbanda para os seguidores do axé.

Instituída em dezembro de 2018 para apurar este tipo de crime, a Decradi, Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, lidera as investigações.

 

Casos recentes

Na semana passada, traficantes determinaram o fechamento de algumas casas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Apesar disso, a delegacia local confirma que nenhuma vítima prestou queixa sobre o caso. Testemunhas relataram aos investigadores que ações de intolerância também foram realizadas em locais como Jardim Gramacho.

 

Fonte: G1 Rio de Janeiro