Terreiro de Candomblé em Alagoas é alvo de violência religiosa

Foto: reprodução/internet

Não é só no Rio de Janeiro que a violência contra as casas de axé é registrada, como no último domingo, em que traficantes armados invadiram o terreiro de Candomblé de Ogunzinho, em Nova Iguaçu, para usar o espaço e fazer um churrasco em comemoração ao dia das mães. Em todo o país, notícias como essa tem se tornado mais comuns e o crime mais recente foi em Alagoas, no Nordeste.

Nesta segunda, um terreiro de Candomblé, localizado no conjunto Otácílio de Holanda, na Cidade Universitária da capital Maceió, foi completamente destruído pela ação de vândalos. Segundo Verorilde Rodrigues da Silva, a Mãe Vera, o ataque foi realizado por volta de 4 horas da madrugada, sendo que o portão já tinha sido violado no dia anterior.

Todos objetos e peças foram depredados e ainda não se sabe quantas pessoas participaram da ação criminosa. Em resposta, ela foi atrás de apoio jurídico na Defensoria Pública do estado e, juntamente com outros religiosos de matriz africana, cobrou medidas efetivas para este tipo de caso, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas.

A Comissão da Igualdade Social da OAB-AL, garantiu apoio e se comprometeu em pedir soluções para as autoridades, com o objetivo de identificar e prender os suspeitos.

Durante o processo, Mãe Vera ainda esteve na Central de Flagrantes para o registro do Boletim de Ocorrência.

Somente no Rio de Janeiro, neste mesmo período do ano passado, um levantamento divulgado pela Secretaria estadual de Direitos Humanos, revelou que houve um aumento de 56% das denúncias deste tipo de violência.

No geral, dados do Ministério dos Direitos Humanos, em 2017, apontaram que uma queixa de intolerância religiosa é registrada a cada 15 horas no país.