Representantes políticos somam forças à PM contra a intolerância religiosa

O encontro resultou em medidas contra ataques a templos espiritualistas

Foto: Divulgação/Henrique Esteves

A intolerância religiosa é um fenômeno que infelizmente tem se mostrado cada vez mais intenso nos últimos tempos e, para que esse panorama não se torne ainda pior, a resistência se mantém firme. Nesta semana, reuniram-se com o comandante da PM do Rio de Janeiro, Luiz Claudio Laviano, o deputado estadual Átila Nunes e o ex-secretário de Direitos Humanos, o vereador Átila Alexandre Nunes. O encontro teve como objetivo discutir medidas para combater os casos de ataques articulados por traficantes em comunidades dominadas pelo tráfico.

Os representantes políticos apresentaram um diagnóstico da situação do Rio de Janeiro, onde se destacam os casos de intolerância contra dirigentes de templos espiritualistas de matriz africana. Ao fim do encontro, ficou acertado que o comando da PM expedirá um alerta a todos os batalhões para que sejam monitorados os autores de ataques desta natureza.

“No último fim de semana, em menos de 24 horas, tivemos dois casos de intolerância religiosa. Amigas e amigos, repito, nossa luta contra a intolerância nasceu com nossos antepassados e nunca acabará!” ressalta Átila Alexandre Nunes em sua página oficial no Facebook.

Os ataques motivados pelo preconceito tem sido cada vez mais constantes, e em alguns casos colocam em risco, inclusive, quem vive nas proximidades do local alvo da ação de vândalos. Assim aconteceu na invasão que ocorreu mês passado ao Centro Espírita Caboclo Pena Branca, comandado pelo Babalorixá Sérgio Malafaia e que fica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os criminosos destruíram grande parte dos objetos ritualísticos e depois atearam fogo, deixando um rastro de completa destruição no templo.

Na ocasião, o sacerdote contou com a visita e o apoio do deputado Átila Nunes e de diversos outros representantes de movimentos que lutam contra a intolerância religiosa. O triste incidente foi encaminhado para a  Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. Além da intolerância religiosa, o órgão também combate crimes motivados por racismo e homofobia.

*Estagiário de Redação supervisionado pela jornalista responsável Íris Marini.