Solidariedade e amor ao próximo para assistir vidas

Projeto "Umbanda é Solidariedade" distribui quentinhas para moradores de rua, em São Paulo e em Ferraz de Vasconcelos

Alimentos são arrecadados e transformados em quentinhas para doação a moradores de rua. Foto: Reprodução da Internet

Amor, caridade, humildade e, mais do que isso, a “Umbanda é solidariedade”. Assim foi batizado o projeto filantrópico desenvolvido pela Tenda de Umbanda Pai Justino das Almas e Exu Calunga, templo que fica no município de Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo (SP), e é dirigido por Diego Marin, de 33 anos de idade. À frente do terreiro há quatro anos, o sacerdote mostra que para realizar ações sociais, basta querer: hoje são distribuídas cerca de 300 quentinhas por mês para moradores de rua de São Paulo e da cidade onde fica a casa de axé, apesar de ter em seu corpo mediúnico apenas sete filhos de Santo e mais sete voluntários, que são da assistência.

“Acreditamos que, com pouco, conseguimos levar fé e esperança para aquelas pessoas que muitas vezes são excluídas da sociedade”, afirma.

A casa, que ainda presta auxílio ao Instituto André Luiz, iniciou a caridade entregando 20 marmitas de Feijoada, após uma festa de Ogum, em 2015. De lá para cá, a iniciativa conta com o apoio de membros do terreiro e voluntários que abraçam a causa em prol do próximo. Em seus quase três anos de existência, o “Umbanda é Solidariedade” já entregou mais de sete mil quentinhas, acompanhadas de água e suco aos irmãos que carecem de auxílio.

Leia também:

Beneficência, cultura e sustentabilidade por todo o País

Para acalentar os mais necessitados na espiritualidade e na vida terrena

Quando a união faz a força

As quentinhas são compostas por macarrão, arroz, salsicha, ou carne moída e são colocadas em marmitex, de número 8, que são fechadas à máquina. Junto dos alimentos, são entregues copos de água mineral com suco em pó para preparo e garfos descartáveis. Além da entrega de alimentos para os mais necessitados, um dos principais objetivos do projeto é também levar uma palavra de apoio para aqueles que se encontram em um momento de desamparo.

“Alguns vêm de outros estados para São Paulo, à procura de uma vida melhor com suas famílias, e acabam em situação de extrema pobreza. Por isso, levamos a eles uma palavra de consolo, um abraço, uma mão estendida, a esperança de uma vida melhor, fazendo-os acreditar em um mundo melhor”, defende Diego.

Apesar de ser jovem, o sacerdote, que é morador do bairro Jardim Angelina na mesma cidade do terreiro, possui uma trajetória de 27 anos como adepto da religião, colocando em prática da melhor maneira possível os ensinamentos da doutrina umbandista. Para ele, o contato com pessoas que vivenciam uma situação difícil serve como uma lição.

“Lutamos a cada dia para que possamos ver a alegria e a benção destes seres iluminados, que nos ensinam que com pouco ainda é possível ser feliz e nos passam um ensinamento de que jamais podemos reclamar de nossa vida”, diz.

A satisfação em fazer parte do projeto é também compartilhada por Nivea Oliveira, de 22 anos de idade, que há dois faz parte do terreiro e veste a camisa do “Umbanda é Solidariedade”.

“É uma oportunidade única que a gente tem de auxiliar o próximo e levantar a bandeira da Umbanda ajudando as pessoas que mais precisam. Este projeto surgiu num momento muito importante na vida de todos que  participam. Batalhamos muito para que dê certo, não só alimentando, mas dando carinho e estando sempre por perto. Acho que esse é o verdadeiro significado da palavra caridade”, completa.

Aos interessados em apoiar a ação, encaminhando donativos, também são aceitas doações de roupas. Para mais informações sobre doações, acesse a fanpage da Tenda de Umbanda Pai Justino das Almas e Exu Calunga clicando aqui, ou ligue para (11) 94015-3413.

*Estagiário de Redação supervisionado pela jornalista responsável Íris Marini.