Jovem artesão usa seu dom e ofício para homenagem aos Orixás

Bonecos de Orixás viram sua fonte de renda. Foto: Arquivo Pessoal

O ritual de iniciação é um dos momentos mais significativos na trajetória de um adepto do Candomblé e por ser uma ocasião de grande importância, requer uma dedicação especial, onde, na maioria das vezes, são preparadas celebrações à altura. E foi exatamente nesse momento que o jovem Leonardo Felipe Silva, de 18 anos, mais conhecido como Léo Silva, decidiu levar adiante seu trabalho artístico de confecção de bonecos que representam os Orixás do panteão africano.

“Minha maior motivação para iniciar este trabalho foi minha feitura, eu mesmo que fiz minhas próprias lembrancinhas, e aí decidi expor”, conta.

O candomblecista, que é iniciado há cinco meses para Iemanjá e adepto do Candomblé de nação Efon há dois, é filho do Alto de Jagun, casa de axé dirigida por André de Jagun, que fica no bairro Sepetiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu trabalho como artesão começou há nove meses e inicialmente o jovem produziu os bonecos como lembrancinhas da festividade de sua saída de santo.

Hoje Léo conta com o apoio de sua família na produção das peças. Já a idealização do formato delas, é de responsabilidade do artesão. O trabalho tem dado tão certo que representa toda a sua renda e, para os interessados em deixar a decoração de seu evento ainda mais completa, Léo aceita encomendas de todo o Brasil.

Por meio de seu trabalho, ele encontra uma maneira de transmitir o respeito e o carinho que possui pelas divindades cultuadas dentro de sua religião.

“Tenho pelos Orixás respeito e carinho. Assim posso definir. Quando estou elaborando um boneco de Orixá, às vezes, a criatividade falta, mas sempre vem aquela ajudinha e o trabalho flui”, admite.

Os itens são confeccionados em diferentes tamanhos de acordo com a solicitação do cliente e a quantidade também pode variar. O artista ainda não conta com um espaço próprio para a comercialização de seu artesanato e, por isso, o seu quarto virou uma espécie de ateliê, como revela Léo, aos risos.

  • Por enquanto, o trabalho pode ser conferido em seu perfil pessoal do Facebook e  as encomendas são realizadas pelo messenger ou por telefone: (21) 96529-4559.

Estagiário de Redação supervisionado pela jornalista responsável Íris Marini.