Pintura mediúnica é a prática espiritualista do Pai Lívio Barbosa

Fotos: Henrique Esteves /Divulgação.

O contato de Lívio Barbosa com os espíritos vem desde muito cedo e por fazer parte de uma família bastante envolvida com a prática espiritualista, suas primeiras manifestações mediúnicas ocorridas à época de sua infância não foram vistas por seus familiares com estranheza. Mesmo assim, de início não foram bem compreendidas. O dom que com o tempo foi se mostrando a principal característica de sua mediunidade consiste na capacidade de Lívio em confeccionar desenhos ou pinturas.

A primeira ocasião foi quando ainda criança, aos 13 anos. O dirigente espiritualista Fundação da Nova Consciência, em Vila Valqueire, no Rio de Janeiro desenhou enquanto dormia a pintura de Francisco de Assis. Com o tempo, foi ficando claro que o processo mediúnico ocorre durante um transe. Durante o fenômeno, o menino costumava frequentemente desenhar freiras.

O divisor de águas na sua vida mediúnica foi quando ocorreu seu primeiro contato com um espírito. Após sofrer um desdobramento durante o sono, o desencarnado identificou-se como Antônio Francisco Lisboa, conhecido como Aleijadinho, um importante escultor. O artista que viveu entre os séculos XVIII e XIX revelou para Lívio ser seu orientador espiritual no campo da pintura mediúnica e, na ocasião, o menino pouco sabia sobre o artista. Com o passar do tempo, os encontros espirituais entre o médium e o artista ficaram cada vez mais frequentes através da experiência extracorpórea durante o sono.

O intuito de Aleijadinho era desenvolver, por intermédio de Lívio, um trabalho com o advento da pintura mediúnica. Mais tarde, outros artistas desencarnados somaram ao trabalho formando um grupo. A maioria dos espíritos com quem o espiritualista entra em contato desde criança são impressionistas. Entre eles, o francês Pierre-Auguste Renoir, com quem teve seu primeiro contato também através do fenômeno da projeção astral.

O principal propósito de Aleijadinho ao orientar Lívio no trabalho da pintura mediúnica é ajudar as pessoas mostrando que há vida após o término de nossa experiência terrena como seres encarnados. Todas as obras produzidas pelo espiritualista são doadas para instituições, pois para ele utilizar as pinturas para fins lucrativos é uma apropriação de algo que não é fruto de sua autoria, já que ele não possui aptidão para produzir obras por ele mesmo. Além de não possuir naturalmente habilidade para a prática artística, o médium também não possui nenhum tipo de formação voltada para o campo das artes.

Desde 2010, Lívio é dirigente da Fundação da Nova Consciência, que cultua Orixás e possui bases no Ecumenismo. O espaço tem como missão levar a todos uma consciência crística e universalista.