Documentário em homenagem à Iemanjá estreia na Bahia nesta semana

No dia 31, filme passa no Pátio da Barroquinha; Dia 1º é a vez do Largo de Santo Antônio Redação

O Dia de Iemanjá – 2 de fevereiro – está se aproximando e as reverências à Rainha do Mar já se iniciam em Salvador, na Bahia, no dia 31 de Janeiro. O projeto Cinema na Praça, da Fundação Gregório de Mattos (FGM), vai levar para o Pátio do Espaço Cultural Barroquinha o documentário “Iemanjá – Sabedoria Ecológica do Coração do Brasil”, no dia 31 de janeiro, quarta-feira, e no dia seguinte, 1º de fevereiro, ao Largo de Santo Antônio, ambos às 19h. O filme é da americana Donna Carole Roberts e da canadense Donna Read.
A obra, que começou a ser desenvolvida em 2010 e foi finalizada em 2015, conta a história do Candomblé através das vozes das mulheres líderes de comunidades que preservam a tradição ancestral e são engajadas em campanhas sociais e ambientais.

Sustentabilidade ecológica, ética, racismo, intolerância religiosa, respeito são alguns dos temas abordados no documentário. O filme, que já ganhou pré-estreia mundial em Cachoeira (a 110 quilômetros de Salvador), conta com participação de Makota Valdina, Mãe Stella de Oxóssi, Mãe Filhinha de Iemanjá (falecida em 2014), Ekedy Sinha e Dra. Denize Ribeiro e tem narração da atriz Alice Braga.

Assista a um trecho:

Portuguese Promo from Donna Carole Roberts on Vimeo.

Além do documentário, haverá uma exposição fotográfica denominada “Deusas da Natureza”, do fotógrafo Gerald Lee Hoffman. A obra é composta por 13 fotos impressas, registradas por Hoffman durante as filmagens do documentário, em alumínio branco de alto brilho, no tamanho de 50,8 x 76,2cm. As imagens serão exibidas no formato “pop-up”.
Vinte e um anos se passaram desde a primeira visita da americana Donna Roberts a Salvador. Vinda do Rio de Janeiro, onde participou do Fórum Rio+5, sobre sustentabilidade, se encantou pela cidade e por sua gente. Teve contato com o Candomblé e constatou que na Bahia essa religião, assim como as mulheres negras, tem um papel importante. Passou os anos seguintes estudando a história da Bahia e sua religiosidade. Em 2007, participou da Festa da Boa Morte em Cachoeira, e ficou ainda mais interessada na religião cultuada pelos afros-descendentes.

Uma sessão privada em Salvador foi prestigiada pela comunidade do Candomblé, que, além de aprovar o documentário, destacou a sua importância em fazer parte do currículo das escolas públicas do país. A versão inglesa, com narração da autora Alice Walker, premiada com o Pulitzer Prize por seu livro A Cor Púrpura, tem circulado por festivais internacionais de cinema e eventos especiais na América do Norte e conquistou 4 prêmios de Melhor Documentário.

A programação faz parte do Projeto Diversão de Verão dos Espaços, da FGM, com apoio da Prefeitura Municipal de Salvador.